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terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Odiado pelos rivais, Marco Aurélio Cunha se diz pronto para presidir o São Paulo

Superintendente de futebol do São Paulo Futebol durante uma das fases mais vencedoras da história do clube, o doutor Marco Aurélio Cunha tem o sonho de ser presidente da equipe paulista. Em entrevista exclusiva à "Gazeta Esportiva.Net", o dirigente afirma que tem condições de assumir o principal cargo da agremiação. "Creio que tenho conhecimento, tenho postura e poderia um dia ser o mandatário são-paulino", revelou.

Apesar de demonstrar vontade em presidir o São Paulo, Marco Aurélio afirma que não está lançando candidatura para as próximas eleições (que estão previstas para abril de 2011). De acordo com o dirigente, esta questão sequer está sendo discutida. "Ninguém sabe o que vai acontecer nessas eleições", lembra.

Segundo o presidente Juvenal Juvêncio, a diretoria irá decidir quem será o próximo candidato à presidência do clube a partir do mês de janeiro. Além do ortopedista, o vice-presidente de futebol do clube, Carlos Augusto de Barros e Silva (o Leco) e o diretor de futebol, João Paulo de Jesus Lopes, são os outros nomes fortes para serem lançados candidatos. Júlio Casares, no marketing, é outro nome especulado em algumas rodinhas de conselheiros do clube.

Marco Aurélio, porém, já tem planos para caso assuma, um dia, o comando do São Paulo. De acordo com o diretor, ele quer criar o 'Instituto São Paulo Futebol Clube', onde daria apoio a ex-jogadores e ex-funcionários. Diversos grandes ídolos dos principais times brasileiros reclamam muito da falta de atenção que os clubes dão a eles. O superintendente quer acabar com isso. "Gostaria muito de dar suporte aos ex-atletas", afirma.

De volta ao São Paulo desde 2002, Marco Aurélio participou diretamente do cotidiano das equipes campeãs da Copa Libertadores e do Mundial de Clubes de 2005, além do tricampeonato brasileiro em 2006, 2007 e 2008. Para o dirigente, os mandatos de Marcelo Portugal Gouvêa e seu sucessor, Juvenal Juvêncio, atual presidente, podem ser considerados os melhores da história do clube por juntar algo que ninguém conseguiu antes: títulos e patrimônio. Segundo Marco Aurélio, "o legado de Juvenal é extraordinário".

Sobre os boatos que teria sido sondado pela oposição do São Paulo para ser candidato nas próximas eleições, Cunha negou, mas não deixou de elogiar os oposicionistas. "A situação é o acelerador e a oposição é o freio. Não há clube sem oposição e a nossa foi muito respeitosa", classifica.

Veja abaixo, na íntegra, a entrevista exclusiva de Marco Aurélio Cunha:

GE.Net: O senhor afirmou, recentemente, que gostaria de ser presidente do São Paulo. O senhor pensa em se candidatar já nas próximas eleições:
Marco Aurélio Cunha: Evidentemente que quando falo sobre ser presidente, não falo sobre essa eleição. Ninguém sabe o que vai acontecer e o presidente só vai falar sobre isso em janeiro. Como funcionário, respeito a hierarquia do clube.

GE.Net: Mas o senhor gostaria?
Marco Aurélio Cunha: Não é que eu gostaria (de ser presidente), é que eu me sinto preparado para um dia sê-lo. Eu me preparei a vida inteira para ser presidente do São Paulo. Creio que tenho conhecimento, tenho postura, e poderia um dia ser o mandatário são-paulino.

GE.Net: O diretor de futebol, João Paulo de Jesus Lopes, sempre fala que há uma máxima no São Paulo: "Quem quer, não será". O que o senhor pensa nisso?
Marco Aurélio Cunha: Eu não sei. Eu acho que quem se postula a ser presidente não será. No fundo, muitos querem este posto, mas quem postula com antecedência acaba não sendo. O São Paulo é muito aberto politicamente e muito definido.


GE.Net: Qual seria seu objetivo com esta candidatura?
Marco Aurélio Cunha: Não tenho nenhum objetivo. Essa questão não é debatida no clube. Não esta em discussão. Definir o presidente não me pertence, pertence ao clube. É uma questão interna, que envolve somente o presidente e seus conselheiros. Está absolutamente fechada.

GE.Net: Há quem diga que o senhor foi sondado pela oposição para ser candidato à presidência. Isto realmente aconteceu?
Marco Aurélio Cunha: Não fui sondado, não. O que acontece é que eu tenho um amplo diálogo com todos no clube e eu entendo que a situação é um acelerador e a oposição é o freio do clube. Não tem como você ter só o acelerador. A oposição funciona como um freio e como um controle. No São Paulo, ela sempre agiu com muito respeito.

GE.Net: Qual é a diferença entre a situação e a oposição no São Paulo?
Marco Aurélio Cunha: Quando você está na situação, você é o impulso. Você tem o poder na mão, você quer fazer tudo, quer crescer... A oposição é a consciência que cria os limites. Não há clube sem oposição. A nossa tem sido exemplar. Nos anos de grandes vitórias, ela esteve solidária e nas dificuldades também. Ela não tem sido desonesta. Temos grandes elementos na oposição.

GE.Net: Algumas das críticas da oposição do São Paulo a respeito do Juvenal é uma suposta arrogância nas atitudes do presidente e uma certa dificuldade para encontrar e fiscalizar as contas da diretoria. O que o senhor tem a dizer?
Marco Aurélio Cunha: Estão juntando coisas que não tem que juntar. A gestão do Juvenal é uma das mais brilhantes da história do São Paulo. É preciso corrigir uma cultura, porque o brasileiro é acostumado a julgar tudo pelo ultimo mês. O Dunga, por exemplo, foi assim. Por causa de um segundo tempo, entre tantos jogos, esqueceram tudo que ele venceu. O futebol tem esse tipo de mazela.

GE.Net: Como o senhor avalia o mandato do Juvenal?
Marco Aurélio Cunha: O Juvenal foi tricampeão inédito (06/07/08), foi o vice de futebol dos títulos da Libertadores e do Mundial, foi quem construiu o CT de Cotia... O legado dele é extraordinário. É um legado em conquistas, que, neste quesito. só não ganha do (José Eduardo Mesquita) Pimenta (presidente do bicampeonato mundial em 1992/93). Em patrimônio, ele só perde para o Laudo Natel (responsável pela construção do Morumbi). Ele juntou a conquista de títulos ao desenvolvimento patrimonial, coisa que ninguém fez. O Natel abdicou dos títulos para construir o Morumbi. O Pimenta não evoluiu os patrimônios do clube para ganhar títulos. Mas, o Juvenal conseguiu conquistar títulos com grande investimento patrimonial, ele é insuperável.


GE.Net: E a respeito da arrogância?
Marco Aurélio Cunha: O juízo de personalidade que há por parte da oposição é porque ele impôs o São Paulo aos outros. É ruim quando você é conduzido por outros e o São Paulo não é assim. O São Paulo não segue as tendências políticas dos outros.


GE.Net: Se não é agora, quando o senhor pensa em se candidatar?
Marco Aurélio Cunha: Eu não penso em me candidatar. Ninguém se candidata, você tem que ser lembrado e posto como candidato, o que eu nem faço questão. Eu já conquistei tudo pelo São Paulo, não preciso de nada. Não preciso ser presidente para ser conhecido e reconhecido. Eu sou assim pelo que eu já conquistei. Pessoalmente, não preciso ser presidente. Minha vida esta construída. Sou vereador, sou corregedor da Câmara Municipal, minha vida prossegue se eu não for presidente. Sou um médico reconhecido. O fato de ser presidente ou não é só mais um. Não é ego, é pelo clube.

GE.Net: Mas o senhor chegou a dizer que é seu sonho de criança presidir o São Paulo...
Marco Aurélio Cunha: É verdade. Quando eu era criança, eu sempre dizia que seria médico e presidente do clube. Sinceramente, hoje, isso não me fará falta. Eu já consegui tudo que eu desejava para mim. Se eu fosse presidente, seria por algumas coisas que o presidente pode ter. Coisas que são difíceis de você conquistar tendo apenas um cargo executivo. Seria para realizar alguns projetos.


GE.Net: O senhor pode contar quais são esses projetos?
Marco Aurélio Cunha: Um dia, a seu tempo, eu conto todos. O mais importante deles, o que eu gostaria muito de fazer é suportar os ex-atletas e funcionários do clube. Tirá-los do abandono. Criaria o Instituto São Paulo Futebol Clube, que daria um apoio para que ninguém precise implorar coisas para o clube. Gostaria que esse instituto criasse receita, que fosse apoiado pela sociedade, pelos são-paulinos, para que os ex-jogadores sejam relembrados. Isso, porém, independe de eu ser presidente um dia. Um dos meus grandes desejos é criar o Instituto São Paulo Futebol Clube e isso pode acontecer caso um presidente adote a ideia.




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