Contatados pela reportagem da 'Gazeta Esportiva.Net' na manhã deste sábado, Edgar Galvão, gerente, e Kalil Rocha Abdalla, diretor jurídico do clube do Morumbi, foram informados sobre as alegações do prata da casa para conseguir o desligamento do Tricolor. E mostraram total tranqüilidade em reverter a decisão da Justiça.
"Não vou falar pelo São Paulo, pois ainda não me reuni com a diretoria para definirmos uma estratégia. Mas, como advogado, posso lhe assegurar que não vejo nada de estratosférico no caso", adiantou Edgar Galvão.
"Eu lhe assegurou que, tão logo a Juíza nos escute, fará a reconsideração, pois a alegação é toda muito subjetiva e tem poucas chances de ser sustentada. Não houve qualquer tipo de coação para que ele se emancipasse, nada disso. Vejo uma agressividade desnecessária nessa decisão", completou o gerente.
Segundo Galvão, a concessão de uma liminar dessa magnitude só é passível em casos urgentes, o que não se aplica ao meio campista Oscar. "A Juíza poderia até ter citado o São Paulo e pedido urgência, 48 horas para se manifestar, pois seria mais ponderado, mas estamos muito tranqüilos. Não se concede liminar sem ouvir a outra parte", reafirmou.
Nem mesmo a alegação de que o clube não estaria pagando corretamente o Fundo de Garantia ao jogador desde setembro de 2008 incomodou o gerente. "Se isso for comprovado, é uma acusação mais objetiva, mas eu duvido muito que o São Paulo tenha falhado nesse campo, pois tudo é informatizado. Além disso, se estivesse com problemas para pagar o FGTS de alguém, não seria o do Oscar, que não está entre os salários mais altos do grupo", argumentou.
Kalil Rocha Abdalla foi tão tranquilo quanto o gerente de seu departamento. "Que eu saiba está tudo em dia. Vamos aguardar a segunda-feira para pedir uma reconsideração ao Juiz. Se não der certo, entraremos com um recurso no TRT (Tribunal Regional do Trabalho)", completou.
'Joia' no co-irmão?
Os rumores sobre um possível acerto de Oscar com outro clube paulista - o Santos teria interesse - foram descaracterizados por Kalil. "Ninguém vai assinar nada com o Oscar hoje. Se eu fosse diretor do Flamengo, do Corinthians ou de qualquer outro clube, esperaria ao menos uma posição do São Paulo, pois podemos derrubar a liminar e um eventual novo contrato rapidamente", finalizou.

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