O lateral-direito Cicinho não quer saber de favoritismo para os lados do São Paulo no confronto contra o Universitario (PER), pelas oitavas de final da Taça Libertadores da América. Apesar de o Tricolor ter terminado com a segunda melhor campanha e do rival peruano ter o segundo pior desempenho entre os presentes na segunda fase da competição sul-americana, o camisa 23 diz que a equipe não pode entrar em campo achando que a vaga virá com tranqüilidade.Para explicar sua teoria, Cicinho se lembrou do insucesso da equipe na semifinal de 2004 da competição sul-americana. Do elenco atual, ele e o goleiro Rogério Ceni disputaram aquela edição do torneio.
"Em Libertadores, não existe favorito, é difícil você julgar uma equipe. Temos melhor campanha que o adversário, mas isso não quer dizer nada. Às vezes, ninguém conhece a equipe e, mesmo assim, o chamado favorito acaba surpreendido. Em 2004, ninguém falava do Once Caldas e acabamos eliminados. Após o título, passou a ser respeitado, tanto que hoje é um adversário temido por todos que disputam a Libertadores", lembrou o jogador.
Cicinho diz que o time precisa ter tranqüilidade e inteligência para buscar a vaga. Para ele, não adianta querer sair com desespero ao ataque.
"Temos todas as condições de conquistar a classificação, mas não vai adiantar querer ir com tudo para decidir já nesta quarta-feira. São dois jogos, 180 minutos e o importante aqui é não tomarmos gol para podermos decidir no Morumbi diante do nosso torcedor", afirmou o defensor, que completará neste meio de semana a sua terceira partida seguida como titular.
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