Perguntado se o veto ao Morumbi, estádio particular do São Paulo Futebol Clube, teria se originado de conflitos políticos, o político negou.
"Não havia garantias de que o Morumbi iria se adequar ao padrão exigido pela Fifa. Eu, inclusive, me empenhei, militei a favor do Morumbi, mas o estádio não conseguiria cumprir as obras pelo orçamento", argumentou Orlando Silva ao Programa Roda Viva, da TV Cultura.
Sobre a questão, ele se isentou da 'culpa' e citou os responsáveis pela escolha do estádio do Corinthians - que já começou a ser construído em Itaquera, na zona leste de São Paulo - como o representante da capital paulista.
"Foi uma mudança de endereço. E foram o prefeito Kassab e o então governador José Serra que decidiram isso. Sempre competiu a eles definir isso", esclareceu.
O local da partida de abertura do Mundial ainda não foi definido. Os principais postulantes são o do Timão, o Mineirão e o Estádio Nacional de Brasília.
A respeito da quantia que será gasta (e as maneiras com as quais será financiada) para erguer a casa corintiana, Orlando Silva se esquivou e elogiou o projeto.
"Será um bom negócio para São Paulo. A cidade vai lucrar muito mais com o novo estádio. São Paulo tem outros eventos que dão sustentabilidade e vai ganhar muito mais com a receita gerada", disse o ministro, que prometeu a entrega de oito dos 12 estádios prontos em 2012.

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